Administração Central Tibetana transmite sentimento de profundo pesar pelas consequências devastadoras do terremoto no Tibete e pede à China transparência e acesso humanitário irrestrito

O Kashag (Gabinete) da Administração Central Tibetana (CTA) emitiu declaração expressando profundo pesar e preocupação após um terremoto devastador de magnitude 7,0 que atingiu o condado de Drachen e áreas vizinhas de Nagchu, no Tibete, por volta das 22h33 do dia 22 de outubro de 2026.
Embora dados oficiais chineses relatem 16 mortes e 76 feridos, relatos preliminares de fontes tibetanas locais indicam um número maior, com pelo menos 20 fatalidades e destruição severa nas áreas de Zasip, Marru e Gangchen.
Preocupações Humanitárias Intensificadas
A CTA destacou que a ocorrência do desastre durante a noite, somada à chegada do inverno e à vulnerabilidade sísmica da região, aumentam os receios quanto ao número de vítimas e à extensão da destruição. Além disso, surgiram sérios questionamentos sobre a resistência sísmica das residências construídas no âmbito de programas de reassentamento de populações nômades, conduzidos pelo governo chinês entre 2012 e 2016.
Relatos também indicam que as autoridades estão impedindo que voluntários tibetanos locais prestem assistência humanitária essencial às comunidades afetadas.
Relatos também indicam que as autoridades estão, atualmente, impedindo que voluntários tibetanos locais prestem assistência humanitária vital às comunidades afetadas.
A CTA solicita a adoção de seis medidas urgentes
Em resposta à crise em curso, o Kashag insta o governo chinês a implementar, imediatamente, as seguintes ações:
- Priorizar o resgate e o socorro: Intensificar as operações de busca e salvamento e fornecer abrigo de emergência, alimentos, roupas adequadas para o frio e assistência médica.
- Garantir transparência e livre comunicação: Divulgar dados precisos sobre as vítimas e permitir que os moradores afetados se comuniquem livremente com suas famílias e com o exterior.
- Respeitar as tradições religiosas tibetanas: Permitir que as famílias enlutadas realizem funerais e orações tradicionais, sem interferência estatal.
- Viabilizar a assistência liderada pela comunidade: Permitir que indivíduos tibetanos, mosteiros e grupos da sociedade civil ofereçam apoio financeiro e material direto.
- Assegurar acesso humanitário independente: Permitir que organizações humanitárias internacionais e observadores independentes avaliem os danos de forma imparcial e distribuam ajuda com base nas necessidades reais.
- Facilitar a assistência vinda de tibetanos no exílio: Estabelecer canais transparentes que permitam à CTA, aos tibetanos no exílio e a instituições de caridade o envio de apoio.
Apelo à comunidade internacional
A CTA manifesta sua solidariedade a todos os afetados e oferece orações pelos falecidos, bem como votos de pronta recuperação aos feridos. O Kashag solicita, com urgência, que os governos internacionais e a comunidade global pressionem o governo chinês a garantir total transparência e acesso humanitário irrestrito à zona do desastre
Contato para a imprensa:
Tibet House Brasil
São Paulo – SP
Site: Tibethouse.org.br.