
Sua Santidade o Décimo Quarto Dalai Lama, Tenzin Gyatso, é o líder espiritual do Tibete e foi chefe de Estado até 2011, quando passou o poder político, de forma voluntária, para líderes eleitos. Vindo de uma família de agricultores, ele nasceu em 6 de julho de 1935, em uma pequena aldeia em Taktser, Amdo, no nordeste do Tibete. Aos dois anos, esse menino que se chamava Lhamo Dhondup foi reconhecido como a reencarnação do Décimo Terceiro Dalai Lama, Thubten Gyatso. Em 22 de fevereiro de 1940, ele subiu ao trono formalmente em uma cerimônia no Palácio Potala, em Lhasa. Sua Santidade o Dalai Lama iniciou sua educação monástica aos cinco anos e, aos 23, recebeu o grau de Geshe Lharampa, equivalente a um doutorado em filosofia budista.
Em 17 de novembro de 1950, aos 16 anos, Sua Santidade precisou assumir plenos poderes políticos para lidar com a invasão da China ao Tibete no ano anterior. Em 1954, ele foi a Pequim para conversas de paz com Mao Zedong e outros líderes chineses, incluindo Deng Xiaoping e Zhou Enlai. Em 1959, aos 24 anos, foi forçado a ser exilar na Índia devido à crescente repressão sob a ocupação comunista chinesa. Desde então, vive em Dharamshala, norte da Índia, sede da Administração Central Tibetana.
Após a invasão chinesa, Sua Santidade apelou às Nações Unidas para a questão do Tibete. Como resultado, a Assembleia Geral da ONU adotou três resoluções sobre o Tibete em 1959, 1961 e 1965.
Em 29 de abril de 1959, pouco depois de sua chegada à Índia, Sua Santidade o Dalai Lama estabeleceu a Administração Central Tibetana, que sucederia o Governo Gaden Phodrang, que governou o Tibete independente desde 1642.
No exílio, ele também introduziu os tibetanos à prática da autogovernança democrática e instituiu a primeira eleição de representantes do povo tibetano em 2 de setembro de 1960. Em 1963, Sua Santidade apresentou um esboço de constituição democrática para um futuro Tibete, seguido por várias reformas para democratizar a estrutura administrativa da comunidade tibetana no exílio. Essas iniciativas levaram à promulgação de uma nova constituição democrática, chamada “A Carta dos Tibetanos no Exílio”, em 1991, que expandiu o Parlamento Tibetano no exílio e lhe deu o poder de eleger os Kalons da administração tibetana.
Em março de 2011, para promover a completa democratização do sistema político tibetano, Sua Santidade anunciou sua decisão de transferir sua responsabilidade política para uma liderança tibetana eleita. Em 29 de maio de 2011, Sua Santidade assinou a lei de transferência formal de seus poderes temporais para os líderes democraticamente eleito. Com esse ato determinante, ele empoderou verdadeiramente seu povo e liberando o potencial coletivo deles para enfrentar uma justa luta por muitos anos por vir.
Hoje, Sua Santidade o Dalai Lama é reconhecido globalmente como uma personificação das mais elevadas aspirações humanas – o fim do sofrimento e a promoção da felicidade para todos os seres sencientes. Para disseminar essa mensagem humana duradoura, ele viajou incansavelmente para mais de 67 países, encontrando-se tanto com os ricos e poderosos quanto com pessoas carentes e desfavorecidas, sempre com a mesma atenção e carinho. Ele manteve diálogos com chefes de diferentes religiões e cientistas eminentes e é autor ou coautor de 116 livros em inglês.
Em reconhecimento aos seus esforços inabaláveis para espalhar a mensagem de paz, não violência, harmonia inter-religiosa, responsabilidade universal e compaixão, Sua Santidade o Dalai Lama foi homenageado com mais de 150 prêmios e doutorados honorários, incluindo o Prêmio Nobel da Paz em 1989, a Medalha de Ouro do Congresso dos EUA em 2007 e o Prêmio Templeton em 2012.

Sobre seus compromissos
Em primeiro lugar, como ser humano, Sua Santidade o Dalai Lama preocupa-se em incentivar as pessoas a serem felizes – ajudando-as a entenderem que, se suas mentes estiverem perturbadas, o mero conforto físico não lhes trará paz, Por outro lado, se suas mentes estiverem em paz, mesmo a dor física não as perturbará. Ele defende o cultivo de um coração afável e imbuído pelos valores humanos, como compaixão, perdão, tolerância, contentamento e autodisciplina e diz que, como seres humanos, somos todos iguais: todos desejamos a felicidade e evitamos sofrimento.
O Dalai Lama diz também que mesmo aqueles que não tenham uma crença religiosa podem se beneficiar ao incorporarem em suas vidas os valores humanos como ética secular, que são valores universais. Ele está comprometido em falar sobre a importância de tais valores e compartilhá-los com todos aqueles que encontrar.

Em segundo lugar, como monge budista, Sua Santidade está comprometido em incentivar a harmonia entre as tradições religiosas do mundo. Apesar das diferenças filosóficas entre estas, todas as principais religiões do mundo têm o mesmo potencial para nutrir bons seres humanos. Portanto, é importante que todas as tradições religiosas se respeitem e reconheçam o valor de suas respectivas tradições. A ideia de que cada religião propaga a verdade sobre nossa existência é relevante para seu respectivo praticante. No entanto, no que diz respeito à comunidade em geral, é necessário reconhecer que os seres humanos seguem várias religiões e, por isso, observam vários aspectos de uma grande verdade.
Em terceiro lugar, enquanto representante do povo tibetano, ele é fonte de esperança e confiança para esse povo, motivo pelo qual ele está comprometido em preservar a cultura tibetana em seus diversos aspectos, desde a herança que receberam dos mestres da Universidade de Nalanda, na Índia, até seu próprio idioma e também o meio ambiente natural do Tibete.
Breve Biografia
Sua Santidade o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, descreve-se como um simples monge budista. Ele é o líder espiritual do Tibete. Nascido em 6 de julho de 1935, em uma família de agricultores, em um pequeno povoado localizado em Taktser – Amdo – nordeste do Tibete. Aos dois anos de idade, essa criança, então chamada Lhamo Dhondup, foi reconhecida como a reencarnação do 13º Dalai Lama, Thubten Gyatso.

Responsabilidades e Liderança
Em 1950, após a ocupação do Tibete, Sua Santidade foi chamada a assumir o pleno poder político. Em 1954, ele foi a Pequim e se encontrou com Mao Zedong e outros líderes chineses. Finalmente, em 1959, após a repressão do levante nacional tibetano em Lhasa, o Dalai Lama foi forçado a escapar para o exílio. Desde então, ele vive em Dharamshala, no norte da Índia. No dia 14 de março de 2011, Sua Santidade se aposentou de seus compromissos políticos e desde então tem dedicado sua vida aos seus três grandes compromissos com a comunidade mundial.
Reconhecimento Universal
Sua Santidade o Dalai Lama é um homem da paz. Em 1989, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta não violenta pela Independência do Tibete. Ele sempre defendeu as políticas de não-violência, mesmo diante de extrema agressão e também se tornou o primeiro Prêmio Nobel ao ser reconhecido por sua preocupação com os problemas ambientais globais.
O Dalai lama viajou por mais de 67 países, abrangendo 6 continentes, recebeu mais de 150 prêmios, doutorados honorários, entre outros, em reconhecimento à sua mensagem de paz, não-violência, entendimento inter-religioso, responsabilidade universal e compaixão. É autor ou coautor de mais de 110 livros.

Sua Santidade manteve diálogo com chefes de diferentes religiões e participou de muitos eventos promovendo harmonia e entendimento inter-religiosos.
Desde meados dos anos 80, Sua Santidade tem dialogado com cientistas, principalmente nos campos da psicologia, neurobiologia, física quântica e cosmologia. Isso levou a uma colaboração histórica entre monges budistas e cientistas de renome mundial na tentativa de ajudar as pessoas a alcançarem a paz mental. Também resultou na adição da ciência moderna ao currículo tradicional das instituições monásticas tibetanas restabelecidas no exílio.
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